CLÍNICA CIRÚRGICA: Pós-Operatório: Complicações

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ESPECIALIZAÇÃO/PARTE: CLÍNICA CIRÚRGICA / PÓS-OPERATÓRIO – PARTE 01
TEMA: COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS.

O cirurgião é o médico que espera curar o paciente através de uma ferida. Após a remoção de um foco patológico, pode-se gerar uma doença pós-operatória de evolução imprevisível. Apesar da perícia técnica e da evolução da doença pós-operatória, todas as operações são perigosas. Nenhuma delas é isenta de complicações.

Toda complicação cirúrgica constitui um acontecimento marcante. A maioria dos cirurgiões nunca relembra os pacientes que terminam bem e jamais esquece os que evoluem sob o estigma de uma complicação. Nesta, há sensação de perda perante o operado e a de fracasso ao cirurgião.

Em relação ao fator tempo, as complicações são divididas em imediatas, mediatas ou tardias. São imediatas ou precoces as complicações que surgem nas primeiras 24 horas, mediatas até o sétimo dia e tardias as que acontecem depois da retirada de pontos e de alta hospitalar definitiva.

Quanto aos sistemas orgânicos básicos, passíveis de descompensação no período pós-operatório, as complicações surgem nos sistemas: respiratório, cardiovascular, urinário, digestório e hepatobiliar.

De maneira genérica as complicações cirúrgicas  distribuem-se em grupos que, se não completos, pretendem ser didáticos, no entendimento do raciocínio clínico.

OBS! Artigo completo para download na Biblioteca ViaMed (Código: c001)

As complicações podem se manifestar nos seguintes sintomas:
Hemorragia
Choque Hipovolêmico
Alergia
Infecção
Tromboembolismo
Embolia gordurosa
Síndromes
Náuseas
Vômitos
Artroses

Podemos definir pós-operatório no período posterior ao procedimento cirúrgico. É dividido em:
  • Pós-operatório imediato: Período de recobro e primeiras 24h ( dependendo do tamanho da cirurgia) .
  • Pós-operatório tardio: A partir do momento em que o doente faz as 24h (mais ou menos, depende da cirurgia) de cirurgia.
Após o processo cirúrgico o paciente é encaminhado à SRPA (SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA), onde permanece monitorado por um período de 6 (seis) horas para que possa ser liberado para a Unidade de Internamento ou Unidade de Terapia Intensiva.
Nesta perspectiva, o período pós-operatório tem início logo após o término da cirurgia e vai até a alta do paciente podendo se estender até a fase de atendimento ambulatorial.
Alguns autores dividem este período em três fases: imediato ( primeiras 24h da cirurgia), mediato (após as 24horas até a alta hospitalar) e tardio (inicia-se após a alta e dura enquanto o paciente necessitar de atenção especial.
Como foi colocado anteriormente, a assistência de enfermagem deve atuar de forma sistematizada, sendo um processo interativo que promove e/ou recupera a integridade e a plenitude bio-psico-sócio-espiritual do paciente.
Esta envolve sentimentos, emoções, comprometimento, ética e comunicação efetiva que promova a troca de experiências entre o enfermeiro e o cliente.
A assistência de enfermagem deve ser integral e individualizada, estando aliada a um marco conceitual em todas as fases, com envolvimento dos familiares, possibilitando ainda, a identificação dos diagnósticos e a implementação de um plano de cuidados durante o procedimento cirúrgico em continuidade à assistência iniciada no pré-operatório.
É de fundamental importância a sistematização como forma de integração da equipe multidisciplinar com o paciente e a família, com diminuição de suas ansiedades; assim, este passará a se integrar de forma participativa em todo processo.
Neste sentido, o enfermeiro faz o diagnóstico de enfermagem para posteriormente, traçar um plano assistencial. Podemos citar como exemplos de diagnósticos reais ou potenciais a integridade tissular prejudicada, o risco para infecção, a percepção sensorial perturbada, o risco para aspiração, o risco para função respiratória alterada, a hipotermia, o risco para temperatura corporal desequilibrada, a nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais e por último a dor aguda.
A partir do momento em que se sutura a incisão cirúrgica e se realiza o curativo, já é a fase do pós-operatório. É comum o paciente apresentar hipotermia no centro cirúrgico e nas primeiras horas de pós-operatório devido à circulação extracorpórea, à refrigeração da sala cirúrgica e à recuperação, devendo voltar à temperatura normal após algumas horas de pós-operatório.
Os principais fatores de risco para infecção pós-operatório são: a exposição ambiental, os procedimentos invasivos, a manipulação e antecedentes pessoais como diabetes, IRC, idade e outras condições clínicas associadas.
Percebe-se que ao ser encaminhado para o centro cirúrgico ele está com a pele íntegra, quando retorna apresenta um rompimento da pele, no caso de uma incisão cirúrgica; o enfermeiro então irá orientar o paciente em relação aos cuidados que deverá ter, evitando assim complicações como hemorragias e infecções.
Conhecer os diagnósticos de enfermagem dos pacientes no período pós-operatório possibilita aos enfermeiros que atuam nos centros de recuperação pós-anestésica, planejar individualmente o cuidado prestado a essa clientela.
 Mediante a identificação dos diagnósticos de enfermagem nessa clientela, os enfermeiros podem propor intervenções fundamentadas e específicas, proporcionando a implementação de ações eficazes e imediatas para a resolução dos problemas identificados.

Texto retirados/Fontes: Wikipedia. Portal Educação (ver no site) Medicina (Ribeirão Preto) fmrp.usp.br/revista

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One thought on “CLÍNICA CIRÚRGICA: Pós-Operatório: Complicações

  1. Mto boa , gostei

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