Prova prática reprova 68% em SP

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Por iG São Paulo.

Os estudantes formandos em Medicina por faculdades do Estado de São Paulo tiveram o pior resultado da história na prova prática do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Nesta estapa, 68% foram reprovados. A prova não-obrigatória é aplicada desde 2005 e avalia o desempenho dos estudantes do 6ª ano das escolas médicas paulistas, por meio de uma prova objetiva e eliminatória (1ª fase), seguida de prova prática que simula atendimento médico.

A parte prática do exame é realizada em um computador que simula situações clínicas e problemas cotidianos da prática médica. Neste ano, 264 estudantes passaram para a segunda fase – que exige desempenho superior a 60% na primeira etapa (teórica) – e 179 foram reprovados.

Pela primeira vez, o índice de reprovação na segunda etapa foi alto (68%) e destoou do desempenho nos últimos anos. Em 2009, nove participantes (4%) foram reprovados na segunda fase e em 2008, 26 (10%) não passaram na etapa final.

Parte teórica

O desempenho na primeira fase teve uma leve melhora, mas pouco mais da metade dos estudantes foi aprovada: dos 533 formandos em medicina que compareceram à prova, 306 (57%) foram aprovados. Em 2009, 44% foram aprovados e em 2008, o pior desempenho da série do exame teórico, apenas 39% passaram para a etapa final.

A prova objetiva da primeira fase do Exame do Cremesp tem 120 questões distribuídas em nove áreas básicas de conteúdo. Para passar à segunda etapa, quando é aplicada a prova prática, é preciso acertar no mínimo 60% ou 72 questões.

Participação

No exame de 2010, 656 estudantes se inscreveram e 533 prestaram a prova. Este número corresponde a cerca de 23% do universo de estudantes que cursaram o sexto ano de medicina no Estado e é considerado representativo pelo Conselho.

Atualmente, 30 escolas médicas estão em atividade em São Paulo, sendo que 27 delas formam cerca de 2.300 alunos por ano (três ainda não formaram suas primeiras turmas). Vinte e três cursos de medicina estiveram representados do último Exame do Cremesp e quatro escolas tradicionais não participaram: Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o Cremesp, podem ter contribuído para o elevado índice de reprovação na prova prática de 2010 o perfil dos participantes (menor participação de formandos de escolas tradicionais) e o grau de dificuldade da segunda fase, que apresentava questões mais difíceis.

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